Dentre os espaços com que sonho seguidas vezes, há o da Prainha.

São geradores eólicos em uma restinga. Uma ponta de areia sem fim e mais além um outro mundo que só lembro de ter alcançado em dois sonhos. Num deles chegava em um campo no sul, com plantações de arroz. Noutro era areia, vento e mar feroz.

Linha de areia sem fim, ponta além da qual é além. Mucuripe, Prainha, Rio Grande, Dinamarca. Plantas eólias, por vez nem isso. Sobretudo Prainha, os geradores girando, a restinga.

Quanto ao caminho, cada vez é diferente: rodeiam salinas, às vezes barracos, ou é só a estrada sem mais. O que não muda é o mais adiante, a ponta nem sempre alcançada, mas sempre ali mais adiante, o mar violento, o vento, e depois algum começo de outra vida.

Era um gabinete de madeira, repleto de livros.

Lembro que havia essa pequena, uma menina inteiramente depilada, sorridente. Ela em cima de mim, eu penetrando o seu cu e ativando seu clitoris. Ela gozava. Eu gozava no seu cu com seu consentimento. Sorriso. Olhos verdes.







Não lembro bem se era de bruços ou pra cima que se tem mais sonhos eróticos. Creio que para os homens seja de bruços, para as mulheres para cima.